sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Mídia e Marketing 2.0

Vocês já devem ter ouvido falar do novo filme do Indiana Jones, que estréia mundialmente em maio. Bom, vejam que bacana o que o pessoal do Yahoo Vídeo fez: aproveitou o lançamento da nova plataforma de vídeo deles e divulgou na home o vídeo do Indiana Jones 4. Bom pra todo mundo!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Organizando suas fotos na web e no desktop

Tenho pesquisado e brincado um pouco com alguns softwares da plataforma Live, da Microsoft. Quero indicar mais um deles, o Galeria de Fotos do Windows Live (ou Windows Live Photo Gallery).

wlpg

O produto é um concorrente do Picasa do Google, e serve para controlar as suas fotos, fazer pequenos ajustes e organizar a coisa toda em serviços de armazenamento online. A opção nativa, é claro, é o serviço Windows Live Spaces, onde você pode publicar as suas fotos, assim como o do Google é o Picasa Web Photos.

Eu gostava do Picasa, mas o Photo Gallery tem um recurso que chamou a minha atenção: ele permite que você organize e envie as suas fotos diretamente para o Flickr.

Pra quem não sabe, o Flickr é um produto do Yahoo!, e é um dos mais populares repositórios de fotos online do mundo. Ele organiza as suas fotos e por uma merreca por ano você faz upload ilimitado delas lá.

O Photo Gallery vem no Vista, mas funciona no XP também. A interface é uma cópia escancarada do similar ao Picasa, mas atende melhor ao que eu esperava de um sistema destes. Afinal, por que eu teria que usar o sistema do Google se as minhas mais de 6000 fotos moram felizes no meu Flickr? A Microsoft fez uma excelente jogada de marketing e tecnologia.

Tem alguns hacks malucos pra fazer o Picasa colocar as fotos no Flickr, mas nada se compara a um recurso nativo. Pra quem gosta de outros sistemas operacionais, nada feito - ele só funciona no Windows - apesar de eu concordar que ele ficaria uma maravilha no Mac, assim com o Live Writer.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Vídeo na internet

Todo mundo conhece o YouTube, até a dona Sônia. Eles ficaram tão famosos e foram adquiridos pelo Google e daí não pararam de crescer. Hoje, o site é sinônimo de vídeo na internet. Quero comentar sobre duas iniciativas interessantes, que também se destinam a mesma coisa que o YouTube.

A primeira delas é o VideoLog, que fica no UOL. É como um YouTube brazuca, que existe antes mesmo do YouTube e que existe antes do YouTube ter páginas e configurações em português. O bacana é que é lá que estão a maioria das produções amadoras nacionais (claro, as profissionais estão aqui) e o maior número de pessoas 'pagando mico' juntas. Em suma, a iniciativa é divertida para quem está começando a colocar vídeo na internet.

Pra quem já está numa fase mais profissional, a recomendação da hora é o Vimeo, esta ainda não tanto conhecido no Brasil. O Vimeo tem alguns recursos interessantes, como por exemplo, permitir que você suba arquivos em alta definição, que você crie uma url para você ou ainda, proteger os seus vídeos com senha. Além disso, ele fornece tutoriais sobre programas populares, como por exemplo o Windows Movie Maker.

Abaixo, um exemplo de vídeo em Alta Definição:


Uma analogia interessante sobre o Vimeo, é que ele é está para os vídeos, assim como o flickr para as fotos. Com ele você pode manter uma cópia dos seus vídeos na net e compartilhar os que achar que deve para os amigos.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Soluções do Google e da Microsoft: que vença o melhor!

O mundo da tecnologia está mudando constantemente. A Web 2.0 (tem gente que já diz estar na Web 3.0, mas tudo bem), e toda esta movimentação que está acontecendo pós-Web 2.0, tem levado as empresas desenvolvedoras de software a oferecerem soluções coerentes com este modelo.

web20map

Aqui no Brasil, a quantidade de aplicações ainda é pequena, mas tem alguns exemplos bacanas por ai. Em síntese, quer-se focar na experiência do usuário, e que a informação possa ser acessada de qualquer lugar, de qualquer dispositivo. A também chamada computação ubíqua.

Neste mercado como um todo, um nome surge indubitavelmente: Google. Com a recente oferta da Microsoft pelo Yahoo!, volta a tona a discussão sobre se o futuro será mesmo das aplicações web ou das aplicações internet.

Para debater sobre as duas vertentes, já temos aquela famosa sopa de letrinhas já tradicional de nossa indústria, e atrás de cada uma delas, um conceito:

O primeiro deles é o Software as a Service (SaaS), uma idéia que tem sido defendida pelo Google onde o Software é oferecido como um serviço, ou como uma aplicação que roda essencialmente em um navegador. O segundo é o Software+Services (S+S), uma estratégia que tem sido comentada principalmente pela Microsoft, mas seguida também por outros, onde a internet é o caminho, e as aplicações funcionam no desktop.

Ambas estratégias tem os seus prós e contras, e não pretendo debater eles aqui. O que eu prefiro fazer é comparar os principais produtos destas empresas que seguem estas estratégias, como são o Google Apps e o Windows Office Live Small Business Basics (alguém precisa de um redutor de nomes por aí?)

Sobre o Google Apps

gpps O Google Apps (antigo Google Applications for your domain) é um conjunto de soluções básicas voltadas para pequenas empresas, que precisam usar ferramentas como correio e recursos de colaboração.

Sobre o Windows Office Live Small Business

office É um pacote que se destina a mesma coisa, e a principal diferença é que não se trata apenas de aplicativos web, mas aplicativos de desktop também.

Comparativo entre as soluções

Assim sendo, resolvi comparar as principais diferenças de cada uma das duas soluções:

Característica / Recurso

Google Apps

Windows Office Live Small Business Basics

E-mail

GMail (Personalizado)

Live HotMail (Personalizado)

Mensagem Instantânea

GTalk

Live Messenger

Agenda

Google Calendar

Live HotMail (Personalizado)

Publicador de site web

Google Page Creator

Site Designer Tool

Aplicativos Adicionais

Google Docs (Editor de Textos, Planilhas e Apresentações)

Microsoft Office Accounting Express 2008 (Software de controle financeiro em inglês)

Contas de E-mail

Sem limite pré-definido

Até 25 contas de e-mail

Tamanho da caixa postal

> 6 Gb

5 Gb

Idioma suportado na data

Português e mais 25 idiomas

Inglês

Conclusão

A oferta da Microsoft ainda não é tão abrangente como a do Google, mas possui alguns atrativos interessantes. Com a compra do Yahoo!, a Microsoft ficaria com mais atrativos ainda.

A grande questão por trás disso tudo está na capacidade de ambas empresas criarem e manterem seus produtos na linha de frente da inovação, criando tecnologia e não apenas replicando a concorrência.

Fontes: Página de comparativos de versões do Google Apps e do Windows Office Live Small Business Basics

PS: Artigo escrito usando o Google Docs e o Windows Live Writer. ;-)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

O melhor e o pior da TI em 2007

A Folha realizou uma pesquisa com 27 especialistas de tecnologia do Brasil e do mundo (de blogueiros a CEOs), para selecionar os melhores e os piores da tecnologia em 2007. A reportagem completa está aqui.

Abaixo alguns comentários sobre o melhor e o pior, que são antagonicamente, o iPhone e o Windows Vista, ou seja, dois produtso com características de inovação.

O pior: Microsoft Windows Vista

Ainda não tive a oportunidade de usar o Windows Vista, mas a primeira impressão é que o sistema está tentando fazer o que o Mac OS já faz há algum tempo.

Mas acho que existem novidades além da interface, na própria concepção do sistema operacional. Mas também tenho certeza que não é este o fator mais importante quando os clientes estão procurando um sistema operacional.

O Windows Vista, o novíssimo sistema operacional da toda-poderosa Microsoft, foi considerado o pior produto de informática do ano por um eclético júri de especialistas brasileiros e estrangeiros ouvidos pela Folha ao longo deste mês. O resultado da escolha dos 27 jurados ecoa a seleção da revista norte-americana "PC World", que considerou o Vista a grande decepção do ano, e outras listas da imprensa especializada.

Apesar das vendas fabulosas --no ano fiscal de 2007, a Microsoft vendeu mais de 55 milhões de licenças do Vista--, houve forte reação desfavorável. E a Microsoft acabou aceitando o downgrade --a desatualização, a volta atrás: se você comprar um PC com Vista e não gostar, pode trocar o sistema pelo antigo Windows XP.

A própria Microsoft avalia: "Francamente, o mundo não estava 100% pronto para o Windows Vista", disse o vice-presidente corporativo da empresa, Mike Sievert, em entrevista à imprensa dos EUA.

O melhor: Apple iPhone

Conheci outro dia um cara que tem 5 iPhones e desenvolve aplicações para iPhones. O aparelhinho é fantástico, apesar de ter também um grande quantidade de restrições (nada que não seja contornável) ;-)

As empresas de telefonia estão fazendo fila para terem aqui no país a possibilidade de vender o iPhone. Basta agora acertarem no preço.

Longas filas de espera e preços salgados não impediram que o iPhone, da Apple, e o Wii, da Nintendo, fossem eleitos pelo júri da Folha como os melhores produtos de 2007, conquistando consumidores aficionados por tecnologia e dispostos a investir em gadgets de entretenimento. Os equipamentos receberam 14 votos e 7 votos, respectivamente.

Lançado no meio deste ano nos EUA (e sem previsão de chegar oficialmente ao Brasil), o iPhone se tornou alvo de hackers, que desbloquearam o aparelho, permitindo que ele funcionasse com outras operadoras que não a AT&T. Preço alto, conexão 2.5G e contrato vinculado foram criticados. Mas o design arrojado da Apple, a tela sensível ao toque e a multifuncionalidade do aparelho --que tem câmera fotográfica e MP3 player, navega na internet e, claro, faz ligações-- conquistaram os usuários.

"O iPhone inaugurou uma nova era em usabilidade de smartphones", diz Manoel Lemos, do BlogBlogs. "Bola fora por ainda estar bloqueado na maioria dos países", completa.

Conclusão

O que a Microsoft precisava fazer para ter os seus clientes 100% prontos para o Vista? O mundo estava pronto para o iPhone? O que a Apple fez para o mundo estar pronto para o iPhone? E o que Marketing tem a ver com isso tudo?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Sua tecnologia é relevante?

Já tem um bom tempo que eu comecei a pesquisar sobre o OpenID, e tem também algum tempo que eu coloquei um artigo sobre o que se trata aqui neste mesmo blog. Quero falar de novo sobre o OpenID, mas sobre o aspecto da adoção da tecnologia.

Em síntese, o OpenID vem resolver o problema dos múltiplos logins e senhas para acessar diversos sites na internet. A idéia é usar um endereço único que seja validado externamente e repasse informações sobre você para o site que você quer acessar.

Ou, para exemplificar mais ainda, a autenticação é feita com base na relação de confiança: José conhece e confia na Maria, que conhece e confia no João. Logo, José confia no João. Assim, um site que você nunca acessou antes pega informações de um site que você indica e valida através de sua senha nele.

Existem várias tecnologias que fazem a mesma coisa, como SAML 1.0, Liberty ID-FF, SAML 2.0, Liberty WSF, Shibboleth, CardSpace, Higgins, e etc, mas o OpenID é o mais popular.

A iniciativa OpenID é liderada pela JanRain, e neste mês acaba de ganhar um aliado de peso: todo site hospedado no Blogger aceita agora autenticação OpenID. Ou seja, com isso, se você tem OpenID, mas não tem conta no Google, pode autenticar-se para validar seus comentários usando OpenID.

Apesar de existirem várias plataformas, várias tecnologias para atingir um mesmo objetivo, o que faz com que os usuários prefiram uma tecnologia ou a outra?

Existe uma plataforma similar ao OpenID, desenvolvida pela Microsoft, chamada CardSpace. Conceitualmente a idéia é muito parecida (não me perguntem quem veio primeiro, por que eu não faço idéia) porém a diferença está na concepção e nos resultados: O OpenId é um protocolo aberto, do qual ninguém é dono. O CardSpaces é uma iniciativa proprietária da Microsoft.

Duas semanas atrás estive pessoalmente com Ani Babaian, que é uma das pessoas da Microsoft tratando do tema de identidades e fiz algumas perguntas. Eu estava realmente curioso em entender o que leva os usuários a preferirem uma tecnologia a outra, neste caso.

A primeira, era sobre a diferença das plataformas: é tudo muito parecido mesmo (já vi isso antes). Uma das diferenças apontadas por ela é apenas que o CardSpace permite que eu coloque um certificador no meio do processo de validação, garantindo que eu seja quem eu digo que sou. Quando eu perguntei eu não sabia, mas o OpenID também tem isso.

A segunda pergunta, mais relevante, era sobre quantos sites, serviços ou provedores suportam CardSpace: neste caso a resposta foi tão insignificante que prefiro não comentar. Procure no site do CardSpace você mesmo e depois me conte. O OpenID tem (tinha) mais de 2000 sites, e acaba de ganhar um aliado de peso nesta conta, o Blogger, do Google.

E a terceira foi algo mais ou menos assim: "bom, já que o OpenID está indo tão bem, qual seria o futuro do CardSpace?" E ela me respondeu, que em algum momento no futuro, as tecnologias irão se encontrar.

Fica a pergunta: o que é preciso para definir os padrões que os consumidores/usuários irão escolher na internet? Como é definido que tecnologia é usada para uma coisa ou outra? Como uma empresa pode definir padrões? Basta ser uma das maiores empresas de software do mundo?

Bom, pra finalizar, o pessoal do OpenID acaba de anunciar que o MyOpenID (um dos principais sites de autenticação, também da JanRain) agora também suporta CardSpace.

PS: Quer um site excelente sobre identidade? Visite o blog do Kim Cameron, o Identity Weblog

domingo, 25 de novembro de 2007

Blogs Corporativos, a revolução...

Hoje, 17 de dezembro, os blogs comemoram 10 anos de vida. Foi em 1997 que Jorn Barger cunhou o termo "weblog" para descrever a lista de links que mostrava a sua navegação pela web. No conceito de Jorn, o blog seria como é hoje um del.icio.us.

Felizmente, o conceito evoluiu e se transformou numa ferramenta de expressão pessoal e corporativa na internet. Em ambos os casos, os blogs tornam possível que as conversações existentes sobre qualquer tema possam também ser compartilhadas e encontradas por pessoas com interesses em temas afins. Em 2005, quase três anos atrás, os blogs deixaram de ser uma ferramenta de adolescentes e começaram a fazer parte do mundo corporativo: a BusinessWeek publicou um artigo de capa sobre o assunto, chamando atenção para a relevância do uso dos blogs nas empresas.

A principal revolução, que impacta na vida de todos, é permitir que as pessoas possam assumir um papel protagonista no relacionamento entre elas, empresas, instituições e etc. Redes sociais, compartilhamento de arquivos e informações, e também os blogs, fotologs e videologs são também algumas das características desta mudança de paradigma.

Tim O´Reilly consegue colocar um divisor de águas quando delimita esta nova visão do mundo com o conceito de Web 2.0, e suas diversas aplicações e expressões. Mesmo que ainda não sejam 100% claros os limites entre Web 1.0 e Web 2.0 percebem-se novos conceitos, ferramentas e principalmente a maneira que as pessoas se relacionam. Existem alguns vídeos que ilustramn um pouco mais sobre tudo isso, como o The Machine is Us/ing Us ou o vídeo do Rafinha, feito no Brasil.

O impacto desta mudança é destacado em The Cluetrain Manifesto, the end of business as usual. No livro os autores dão algumas dicas sobre o poder destas conversações e de como será o mercado e como é o comportamento do novo consumidor dentro desta nova realidade. Em síntese, as empresas não serão conhecidas apenas pelo que elas dizem delas mesmas, mas principalmente através da amplificação do que o mercado tem a dizer sobre estas empresas. E os blogs são certamente um dos eixos fundamentais deste processo. Segundo o Technorati, cerca de 120 mil novos blogs são criados por dia, representando um aumento no interesse por este novo tipo de comportamento e comunicação.

Seguindo ainda nesta linha, e após ler o artigo do O´Reilly, temos duas impressões: a primeira é que uma das empresas mais Web 2.0 do planeta é o Google. A segunda é que as empresas (em especial as de tecnologia) vão precisar correr atrás do prejuízo, ou seja, estarem por dentro do que significa a Web 2.0. É é isso que as empresas e pessoas estão fazendo.

Recentemente, o Fábio Cipriani, autor do livro Blogs Corporativos, publicou uma relação das 14 empresas mais blogueiras. A relação me surpreendeu principalmente por trazer com principal empresa blogueira a Microsoft, muitíssimo distante de todas as outras (fora a Sun), e principalmente, tão distante do Google:
  1. Microsoft - 4500 blogs
  2. Sun Microsystems - 3778 blogs
  3. ThoughtWorks - 152 blogs
  4. SAP - 147 blogs
  5. IBM - 140 blogs
  6. Adobe - 118 blogs
  7. Google - 83 blogs
A Microsoft está certa. É preciso estar lá. É preciso marcar presença. Estamos num processo irreversível que está levando as empresas e as pessoas a conduzirem conversações na web sobre você, sua empresa e sobre os seus produtos. E neste ritmo, ou você está no controle do que está acontecendo ou está a deriva.

Quando você ou sua empresa (ou ambos) vão ter um blog?

PS: O artigo de Tim O´Reilly sobre Web 2.0 tem também uma versão em português aqui e também um vídeo curtinho em inglês sobre o tema aqui.