quinta-feira, 17 de maio de 2007

Como criar conteúdo para a Web (Parte 1/2)

É cada vez mais comum encontrar pessoas que precisam colocar algum tipo de conteúdo na web. As pessoas estão percebendo que na web, o mais importante é o conteúdo e precisam estar “ligadas” a este mundo de uma forma consistente, seja através de um blog pessoal ou ainda através de um site corporativo de sua empresa.

Ainda assim, existem muitas idéias erradas circulando sobre o que são os blogs e o que é conteúdo na web. As pessoas, de uma maneira geral, tem conhecimento apenas de parte do todo sobre este tema. Não entrando em consideração sobre o que será escrito, podemos encontrar pelo menos duas categorias de pessoas:
  • Aquelas que não sabem o quanto é fácil colocar conteúdo na web - ou seja, pessoas que acham que o conteúdo precisa ser inserido através de comando secretos, reservados a uns poucos eleitos e que somente os "profissionais especializados" são capazes de fazê-lo. Este grupo se caracteriza pelo desconhecimento do método, ou seja, como fazer. Em outras palavras, essas pessoas tem o automóvel mas não sabem dirigir.
  • Aquelas que sabem colocar o conteúdo na web, possuem o domínio das ferramentas, mas não tem a menor idéia das considerações que deveria fazer antes de publicar qualquer conteúdo. Este grupo se caracteriza por conhecer o método, mas é extremamente carente com a prática, ou seja, sabem dirigir o automóvel, mas não sabem por qual caminho devem seguir.
Para quem ainda não sabe colocar conteúdo na web, recomendo que dêem uma olhadinha no Blogger - que é uma das ferramentas para escrever blogs... Você verá que em poucos minutos será capaz de colocar alguma coisa na web, sem a ajuda de nenhum bambambã... Apesar dos blogs parecerem complicados, não o são.

Escrever para a web não se trata mais de dominar ferramentas de edição de código HTML, e nem de enviar arquivos para o servidor, etc. Escrever para a web se trata de escrever conteúdo usando um aplicativo similar a qualquer editor de texto tradicional e publicá-lo de forma coerente e organizada para que esteja acessível por todos.

Colocar o conteúdo na web é um tema bastante extenso. Temas como usabilidade, acessibilidade e conteúdo já foram discutidas várias vezes por aí. Um dos maiores especialistas é o Jakob Nielsen, que tem escrito muito sobre o assunto no site useit.com. Nosso objetivo, no entanto, é colocar as regras básicas para publicar conteúdo na web, e não escrever um tratado sobre o assunto.

Este artigo quer ajudar aqueles que estão procurando considerações sobre como colocar corretamente conteúdo na web. E se você nunca escreveu conteúdo pra web: prepare-se - tenho certeza que mesmo que ainda não saiba disso - você está muito mais próximo de escrever para a web do que imagina. Então vamos lá:

Considerações sobre o conteúdo

Além das considerações sobre o que está escrito e das preocupações com a revisão ortográfica e gramatical, uma das nossas preocupações é como o conteúdo é organizado. Tipicamente, seja num site ou num blog, o conteúdo é organizado por seções de conteúdo ou por tags (marcadores). Todos os dois tipos de organização tem a mesma idéia de fundo, ou seja, permitir que o usuário saiba:
  • Em que área do site (ou blog) ele está;
  • Qual tipo de assunto ou área de conteúdo se refere aquela área;
  • Como está organizado o conteúdo
Antigamente era comum encontrar nos sites um ícone do tipo "mapa do site". O próprio Jakob Nielsen reconhece, que mesmo tendo um mapa, certas vezes o usuário não encontra o que procura. A falha é certamente da organização do conteúdo. E isso acontece tanto em sites pequenos quanto em sites grandes como por exemplo portais. A meta na organização de conteúdo é deixar o usuário cada vez mais consciente de onde ele está e distante da sensação de "estou perdido"...

Seções ou Tags?

Dependendo do tipo de site, o conteúdo será organizado de uma ou de outra maneira específica, como já mencionado. Nos blogs é comum o uso de Tags (Marcadores), que são como "etiquetas" que classificam o conteúdo. No sites, o conteúdo é organizado por seções e subseções. Vejamos um exemplo:

Um artigo sobre "Cuidados com cães labradores" em um site ou blog de animais, poderia ser classificado assim:
TAGS -> Cães, Labrador, Artigos, Dicas

SEÇÕES -> Artigos OU Cães Ou ainda Artigos > Cães (uma subseção de artigos sobre Cães, por exemplo)
Seja como for, esta estrutura precisa ser hierárquica e fazer sentido. Abaixo exemplo de Tags mal aplicadas ou seções mal organizadas:
TAGS -> Animais (é redundante, já que o site fala de animais), Campo, Fazenda (tudo bem, os cães labradores podem até ser mais comuns em campos e fazendas, mas isso não é claro).

SEÇÕES -> Quem somos OU Nosso animais (Quem somos não se aplica e Nossos Animais pressupõe que o leitor saiba que o autor tem um labrador, o que não é obvio.)
Se organizarmos o nosso conteúdo de maneira clara, o nosso leitor irá encontrar o conteúdo com mais facilidade, e não se sentirá perdido. Então, o contexto passa a ser uma das figuras mais importantes deste processo, mas o conteúdo é rei.

Que conteúdo?

Quando estamos escrevendo um conteúdo, devemos ter em mente o leitor a que este conteúdo se destina, ou seja QUEM é o leitor e quais as suas expectativas sobre o nosso site ou blog. Tanto no sentido do usuário (quem) quanto no conteúdo em si (o que) o contexto é relevante. Ou seja, que site estamos nos propondo criar e como fazemos disso algo que faça sentido?

O próximo passo, então, é colocar a mão na massa e escrever. O conteúdo então deverá ser escrito levando em conta:
  • Relevância - O que estamos escrevendo atende as necessidades do meu público alvo?
  • Linguagem - De que maneira vamos falar e ser ouvidos? Linguagem formal ou coloquial? Com senso de humor ou seriedade ao extremo?
  • Forma - Textos curtos ou textos longos? Links para outros conteúdos ou apenas conteúdo próprio? Parágrafos longos ou curtos?
  • Frequência de atualização - De quanto em quanto tempo meu site será atualizado e quem se encarregará disto?
Enfim, estes são pequenos aspectos sobre o conteúdo em si, mas além destes é preciso se preocupar com a forma de colocar este conteúdo online. E disso tratamos na segunda parte de nosso artigo. (Aguarde!)

Este documento também pode ser baixado na íntegra diretamente do site da Toaster, aqui.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Marketing no Desktop!

Ainda tem alguém por aí? Estou um pouco atrasado nos meus posts aqui no blog, mas devo me recuperar do atraso nas próximas semanas. Enquanto isso, mas um vídeo maneiro:

Muita gente tem falado dos incríveis recursos visuais do novo sistema operacional desktop, o Windows Vista, da Microsoft. As pessoas comparam e concluem que já viram aquilo em algum lugar: no Mac.

Mas o bacana mesmo é quando a gente começa a ver gente inovando de verdade e fazendo realmente mais que o Vista e que o Mac. Veja o que o pessoal do Ubuntu Linux fez:



Mais uma pergunta: será que esta baboseirinha toda ajuda na produtividade? Ainda não sei responder. Estou esperando cair do céu mais uns 1 Gb de RAM pro meu Dell.

Update: Recebi este vídeo do Cacilhas, que recebeu da Vero. Obrigado povo!

domingo, 8 de abril de 2007

O novo consumidor

A TV1 fez este excelente material para a 1ª Conferência da Web 2.0, e eu recebi do Adriano. Em resumo, as novas tecnologias estão permitindo a criação de um novo tipo de consumidor, que participa da criação dos produtos, tem vez e tem voz e interage cada vez mais. Assista!

sexta-feira, 30 de março de 2007

"Hi, I am a Mac!"

Como eu já disse alguma vez, uma das minhas paixões é Marketing de Tecnologia. De vez em quando a gente se surpreende por que este mercado pede que a comunicação seja feita de maneira mais inteligente. O que costuma acontecer é que as propagandas viram lendas, e são adotadas por tribos tecnológicas como cult.

Um caso interessantíssimo está na série de anúncios que a Apple (aquela do iPod) fez para anunciar os seus computadores. (É até engraçado, mas antigamente a Apple não era a empresa do iPod, e sim dos computadores... ).

O marketing da idéia era associar os computadores Mac a uma coisa legal, amigável, fácil de usar e com uma interface bacana. E também associar o PC a uma coisa complexa, tediosa em sem graça. Para isso, colocaram um cara bacana se apresentando - "Hi, I am a Mac" - e um cara sem graça como o PC - "Hi, I am a PC".

A idéia é bem bacana e ajuda as pessoas comuns a entenderem por que o Mac é legal e o PC é chato. Mas nem todo mundo pensa assim, né? Bom, foi aí que o troco veio. Não estou aqui discutindo sobre qual sistema é melhor, mas sim como uma idéia conceitual se perpetua:

Fizeram então uma série de filmes com o PC e o Mac, representados pelo cara bacana e pelo cara de gravata, só que desta vez metendo o malho no Mac. O cara do PC dá umas do tipo: "Que legal que vc pode fazer filminhos com o seu Mac, enquanto eu estou fazendo umas planilhas por aqui - e ganhando dinheiro" ou "que bacana que você está gravando um CD com a sua banda na garagem e andando com uns caras esquisitos enquanto eu estou aqui curtindo férias" ou também críticas ao sistema de proteção de cópia de arquivos de músicas do Mac (leia-se iTunes).

Não satisfeitos, a Novell acabou de lançar uma nova série de filmes onde o Linux (um outro sistema operacional) representado por uma mulher, encontra com o Mac e com o PC. Neste filmes, o Linux pode trocar de roupa (ambiente gráfico), enquanto o PC vai ficar alguns anos com a carinha (vista). Fora as discussões sobre quem é o número 1... Tudo remetendo a mesma idéia original do Mac e do PC.

Deve ser muito bacana ser o cara que criou esta estratégia e ver que o seu conceito foi perpetuado. Ou seja, só estão fazendo os novos filmes por que as pessoas conhecem os filmes originais...

terça-feira, 27 de março de 2007

Conteúdo na Web

Nos últimos dias estive preparando um material bastante extenso sobre como publicar conteúdo na web. O material vai se chamar Manual de Redação e Estilo na Web e vai ser disponibilizado gratuitamente aqui e em outros lugares como uma iniciativa da Toaster.

A questão é simples: muita gente acha que escrever ou publicar na web é uma coisa simples. Na verdade, deveria ser. Mas como a criatividade humana, o bom (!) gosto, e o layout são fatores controlados apenas por aqueles que os detêm, muitas vezes o conteúdo fica sujeito a algumas bizarrices.

O conteúdo (que é o mais importante) não é só formado pelo texto escrito, mas por um conjunto de associações: forma, linguagem, imagens, layout... Assim, a preocupação com estas questões deve ser tratada por quem está ajudando a alguém a colocar conteúdo na web.

Neste sentido, o blog é uma coisa legal, por que você precisa se preocupar basicamente com o que vai escrever e como vai escrever, e tem pouca chance de fazer besteira. Usando o Blogger ou o WordPress, escreva o seu blog e junte-se ao time.

Em tempo: o Fábio Seixas escreveu o "Simples guia rápido e alternativo de como criar um blog". Vai lá, ele vai ajudar você a sair das intenções...

terça-feira, 13 de março de 2007

Pensando em comércio eletrônico?

Para nós que trabalhamos com internet, o comércio eletrônico é um desafio constante. Não apenas pelos dificuldades técnicas do processo, mas muito mais pelo trabalho em desenvolver uma estrutura que suporte aquele negócio virtual.

A internet trouxe diversas vantagens para os consumidores. Uma delas, por exemplo, consiste na busca do melhor preço de um determinado produto em diversas lojas com um só clique. Esta pesquisa pode mostrar alternativas de preços de um determinado produto específico (por exemplo, Geladeira Brastemp modelo 44b) ou ainda de uma categoria específica, de vários fabricantes (por exemplo, Geladeira duplex frost free).

Qualquer negócio eletrônico que se preze precisará aparecer nos principais mecanismos de buscas de preço (que são, por exemplo o BoaDica, o Bondfaro e o Buscapé) e enquadrado de forma correta, ou seja, que os seus produtos possam ser achados.

Além dos sites das empresas que vendem somente pela internet, e sites de empresas tradicionais que também vendem pela internet, o seu cliente ainda vai se deparar com os sites de leilões, onde poderá conhecer ofertas de pessoas físicas e jurídicas de um mesmo produto e também pesquisar preços de produtos novos e usados.

O seu cliente, se bem orientado, usará a internet para pesquisar:
  • referências sobre o produto a ser adquirido (especialmente no caso de produtos que são vendidos apenas pela internet);
  • referências sobre o vendedor ou empresa com a qual ele busca efetivamente fazer negócios, inclusive consultando amigos e sites da internet;
  • buscará conhecer a política de troca/arrependimento da empresa (por exemplo, citamos aqui a política do Submarino)
Neste sentido então, além de ser uma empresa idônea, você precisará fornecer subsídios para que o cliente encontre as informações acima:
  • Coloque informações bastante detalhadas sobre o seu produto ordenadas de maneira visível - não esconda as informações e coloque uma busca no seu site de modo que seja fácil achar qualquer informação;
  • Preze a sua reputação e crie um espaço de diálogo com o seu mercado consumidor - um blog corporativo é uma excelente idéia!
  • Difunda a sua política de troca e seja coerente com o codigo de defesa do consumidor - há quem diga que só se conhece uma empresa quando aparecem os problemas - se o seu cliente tiver problemas, ajude-o;
E por fim, ajude ao seu cliente a perceber que não basta escolher o melhor preço: nas compras pela internet, já que ele não pode pegar o produto, deve procurar conhecer o máximo sobre quem está oferecendo e é aí que você fará a diferença.

sexta-feira, 2 de março de 2007

5 mandamentos para Blogar!

Cada vez mais fica claro pra mim que esta coisa toda de blog tem um certo método. O que antes parecia uma aventura, um entretenimento, começa a fazer cada vez mais sentido. Ou seja, hoje em dia ler blogs e escrever nos blogs já faz parte da minha rotina de trabalho, assim como antes era parte da rotina ler notícias no jornal.

O blog hoje é uma outra maneira de ler as mesmas notícias que saem nos jornais ou na mídia especializada - ou seja, de saber o que as pessoas estão pensando sobre o que está acontecendo no mundo sobre os mais diferentes tópicos - porém, no blog estamos em uma conversa em andamento, e sem fim.

Pode não parecer claro pra todo mundo o tempo todo, mas todo blog busca audiência qualificada. E para conseguir isso é preciso seguir um certo conjunto de regrinhas, que aqui chamamos "Mandamentos":

1 - Mantenha o foco - É dificil, eu sei. Com um pouco menos de cuidado, um blog temático pode acabar virando um blog sobre "as coisas que passam na minha cabeça". Mas o principal risco de mudar de foco (ou sair do assunto) uma vez que se tem uma audiência cativa, é levar uma bronca dos seus próprios leitores.

2 - Seja objetivo - Não enrole (ou pelo menos tente): vá direto ao tema.

3 - Leia e comente em blogs afins - além de formar e gerar mais conteúdo para a sua mente, ler e comentar blogs vai formar uma cadeia de pessoas que conhecerá (e em pouco tempo lerá) o que você pensa.

4 - Seja freqüente - Mantenha o seu público contente - escreva mais, dê a eles mais conteúdo. É isso que eles precisam para serem felizes. Blogs são conversas em andamento e ninguém gosta quando alguém pára um assunto pela metade.

5 - Seja relevante - E finalmente, claro, seja relevante. Não crie um blog para não colocar nada de novo, ou seja, conteúdo relevante para a sua audiência.

PS: Se você precisa trabalhar e ainda blogar, veja o guia de um dia na vida de um blogueiro, no Logic+Emotion...